Vamos experimentar coisas novas na nutrição e na vida?

Nunca me esqueci de um texto chamado “Quando perdemos o gosto pelo novo”, encaminhado pelo meu irmão jornalista no final dos anos 90!

Nele o autor falava de estudos que apontavam “idades limite” para experimentar coisas novas, de um certo fechamento para música, comida nova depois de certa idade.

A questão da comida me pegou, a idade apontada no texto era 39, eu ainda era mais nova do que isto e pensei que tinha poucos anos à frente para ampliar meu repertório alimentar – o que consegui fazer, mas também incorporei outras coisas após os 39! Ufa!

Agora descubro/relembro que o autor do tal texto foi Robert Sapolski.

Estou lendo o enorme volume recém lançado dele em português COMPORTE-SE (Ed. Companhia das Letras) e ao falar do livro com meu irmão, ele lembrou: é o autor daquele texto!

Fui reler, ele foi publicado na revista New Yorker em 1997 (pode ser acessado em Português aqui)

 

Final de ano, hora de revisões e planos…Que tal experimentar coisas novas?

Sendo clichê, nesta época do ano fazemos revisões, reflexões, plano e metas. Quais são as suas? Você estaria aberto a experimentar algo novo?

No texto citado, Sapolski se pergunta sobre nossa tendência de ficar no conhecido, no mesmo:

Como isso acontece? Quando passa a ser tão importante ter um chão conhecido sob os pés? Para muita gente, essa pergunta levaria a uma profunda autoanálise.” No caso dele, como cientista, ele foi investigar e nossos mecanismos filo/ontogenéticos explicam muito disto.

Por exemplo com comida, ele descreve e aponta o impacto da idade/juventude:

Animais normalmente se afastam de novos alimentos, mas, quando finalmente ficam esfomeados o suficiente para experimentar algo novo, os jovens são os mais abertos à exploração: é mais provável que eles façam descobertas, s

ão mais abertos a mudar seus hábitos quando veem que outro indivíduo já o fez.”

A discussão que Sapolski faz sobre possíveis explicações para o fenômeno é muito gostosa de ler!

Fique tranquilo que não existe um centro para o novo no cérebro que se fecha. Ele discute que a questão não é bem a idade em si.

Uma das possibilidades é o quanto é reconfortante ficar em algumas coisas conhecidas, uma certa confirmação de que ainda estamos aqui!

 

Embora eu – como Sapolski – tenha uma certa preguiça com músicas “modernas” e prefira ficar em algumas listas de “the best of”, sei que é preciso abertura para o novo.

E vejam que lindeza de frase ele menciona: “Uma mente aberta é um pré-requisito para um coração aberto.”

Assim, a menina da foto com seu livrinho – que sou eu com +/- 4 anos – teve que ler muitos livros, trocar o tema deles e repensar muita coisa na vida e na carreira!

E na sua carreira em Nutrição?

Além da vida, da abertura pessoal com comida, como você pensa na sua carreira? Sendo nosso Blog e o Instituto voltados a nutricionistas, você se abre para o novo?

Claro, Nutrição é uma carreira e uma ciência! A abertura para o novo tem que ser com bases científicas e teóricas sólidas, além de verdadeiro comprometimento ético.

Mas você conhece a história da sua carreira (especialmente no âmbito nacional) o suficiente para repensá-la?

A carreira e a formação do nutricionista no país não foram construídas para atender todas as demandas atuais, por isto a necessidade de coisas novas (convidamos você a ver este vídeo em nosso Youtube)

A Nutrição é uma ciência em constante evolução, o que nos exige atualização. Mas para além da ciência, há a carreira, que também precisa atender demandas de “mercado” e dos indivíduos – que hoje tem mais acesso a informação, mas estão cada vez mais confusos sobre comida e corpo.

O nutricionista não é mais o profissional dos serviços de alimentação e nutrição, dietoterapia hospitalar e do PAT para qual foi “pensado” no contexto do Brasil.

Temos diversas áreas de atuação e precisamos cobrir o papel de verdadeiros especialistas em alimentação humana, ajudando de verdade as pessoas a se alimentar melhor (o que envolve não só consumo, mas também comportamentos alimentares).

 

Por fim, fica o meu convite a experimentar o novo

Convido você neste final de ano a considerar seriamente em mergulhar na Ciência do Comportamento Alimentar, uma possibilidade é o livro inédito, em Português que lançamos este ano. Uma ciência ainda nova, embora com bases bastante sólidas!

E você que quer incluir isto na prática profissional, convidamos a seguir aprendendo conosco, através dos nossos textos, vídeos, webinar, cursos EAD e nossa Capacitação em Nutrição Comportamental – tudo para ser moderno, eficiente e gentil!

Criamos esta abordagem em 2014, mas ela continua NOVA e atual para as demandas que temos hoje em nossa carreira.

Se você ainda não mergulhou no universo do comportamento alimentar, coloque nisto nos seus planos, se abra para o novo!

E que venha 2022!

Por Marle Alvarenga, Idealizadora do Instituto Nutrição Comportamental  – que gosta de confort food, mas também de experimentar coisas novas!

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