Você já pensou em temperar a sua comunicação com pitadas de humor?

Você que nos acompanha sabe que um dos pilares da missão do Instituto Nutrição Comportamental é a Comunicação.

Defendemos desde sempre o foco em mensagens positivas, consistentes e ponderadas, baseadas em ciência e que valorizem o prazer em comer, que sejam inclusivas e tenham o outro como foco de nossa fala.

Mas gostaria de adicionar um elemento a mais na forma como essa comunicação pode ser feita. E por isso vamos voltar ao foco principal desse texto: o humor!

 

Quais são os elementos básicos que podem ajudar na boa comunicação com seu paciente?

Cortesia, compaixão e respeito certamente são alguns deles, ainda mais quando se trata da vida da outra pessoa com a qual estamos lidando.

Além desses elementos “básicos”, você já pensou em temperar a sua comunicação usando o humor como uma “pitada extra”, para facilitar a compreensão e a aproximação com o paciente no processo de mudança?

 

Humor como forma de conexão entre profissional e paciente

Uma pesquisa publicada pelo Harvard Business Review, analisou comentários de pacientes internados, que passaram por atendimento ambulatorial e mostrou que o humor pode ser um dispositivo da comunicação eficaz.

A pesquisa mostra que a chance de se criar uma conexão é ainda maior, quando o humor é usado para transmitir o cuidado que se deseja a um paciente.

Ele percebe que o cuidador tem empatia, é compassivo, está tentando ser útil e além disso, é atencioso e agradável.

Quando nos referimos a palavra humor temos a lembrança de uma piada ou algo extremamente engraçado, não é mesmo? E isso é uma de suas vertentes!

Mas aqui a ideia é traze-lo para o contexto da relação nutricionista-paciente como um elemento que ajude a transmitir gentileza, empatia, compaixão, paciência e atenção ao próximo, elementos tão necessários e alinhados com a pratica da abordagem Nutrição Comportamental.

“Quando profissionais de saúde e pacientes riem juntos, os pacientes se sentem vistos, ouvidos e não sozinhos em seu sofrimento”, diz Thomas Lee um dos autores da pesquisa.

Precisamos caminhar lado a lado com o paciente, praticando a compaixão, a empatia e diminuindo a distância que tanto falamos!

Um ponto interessante que foi analisado é que, na maior parte das vezes os comentários sobre quem os atendeu não está focado na parte técnica trazida durante o atendimento, mas sim na empatia, gentileza e paciência dos cuidadores.

E quando os pacientes observam que o cuidado com esses atributos foi acompanhado de humor, ele se torna ainda mais bem-vindo!

É de fato aquele toque a mais que mencionei lá no início.

 

Como utilizar a “pitada extra” de humor sem exageros

Para não “errar na dose” e o humor não denotar falta de respeito pela situação ou pelo sentimento do paciente, é importante ser autêntico e transmitir carinho em sua fala.

A fala deve ser bem-humorada, trazendo leveza para a situação. Mas o humor não deve ser escrachado, discriminatório ou usado em momentos inadequados, quando ainda não há conexão e um vínculo de confiança estabelecidos.

A recomendação é que você tempere a sua comunicação com boas doses de humor, que essa energia do bem que tem aí dentro seja colocada à serviço do seu atendimento e das suas relações.

Você e seu paciente certamente saem ganhando, afinal, o universo retribui aquilo que damos!

Seja leve, positivo e bem-humorado, sem perder o respeito e a empatia por aqueles que nos rodeiam!

E ao final desta leitura, volto a minha pergunta de início: Você pensou em temperar a sua comunicação com pitadas de humor?

Boas doses de tempero aos seus atendimentos!

Especial por
Samantha Macedo

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