Um tema recorrente neste momento de COVID-19 é sobre a segurança para o consumo de alimentos frescos.

O Center of Control and Disease Prevention (CDC), o Food and Drug Administration e o Departamento de Agricultura americanos dizem que é improvável que o vírus seja transmitido por alimentos, embora mais pesquisas sejam necessárias.1,2

Também o conceituado Journal of American Medical Association (JAMA) publicou não haver relato de contaminação via alimentos, e destacou também a importância dos procedimentos de higiene na verdade ao fazer compras de alimentos.3

Tais colocações têm sido repetidas, juntamente com a desmitificação de inverdades e recomendações de higiene em geral. O site de Marion Nestlé colocou, entre outros, que vale para este momento também aquilo que se recomenda numa viagem a países sem saneamento básico adequado, a regra dos “4 Os”: 4

MUITO quente (piping hot) = o ideal é aquecer os alimentos, uma vez que as altas temperaturas destroem vírus e outros microorganismos. Não há evidência de que animais sejam portadores do coronavírus, mas a OMS recomenda evitar consumo de carnes cruas ou mal processadas5

Descascar (peele) = e lavar as mãos antes e depois; mas antes as frutas ou legumes devem ser higienizados também, ver procedimentos abaixo

Higienizar (Purified) = para alimentos que são consumidos crus, como folhas, a recomendação é remover as externas ou danificadas, separar uma a uma, lavar com água tratada e deixá-las de molho, em solução de água sanitária (Observe no rótulo da água sanitária a diluição ideal e o tempo necessário para deixar o alimento em imersão), lavando novamente depois em água. Os produtos comerciais à base de cloro para desinfecção são eficientes para eliminar a contaminação de bactérias e vírus. Não se deve usar água sanitária que contenha outras substâncias na sua composição, e atentar que o vinagre para fins culinários, não tem efeito de higienização! 5

É preciso evitar uma nova contaminação após o aquecimento, pois se o alimento não for aquecido novamente antes de ser consumido, pode haver nova contaminação.

– Embalados (packaged) = consumir alimentos, quando possível, que venham  embalados, congelado ou seco; mas, é claro deve-se escolher os menos processados.

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Aqui no Brasil, a equipe do Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC) da Universidade de São Paulo (USP), que tem apoio da FAPESP divulgou um comunicado chamando atenção de que como vírus não é um ser vivo ele não se multiplica em alimentos, como é o caso das bactérias; que o alimento pode ser só um VEÍCULO, ou seja, ele pode se contaminar se for manipulado por alguém doente ou tiver contato com outra superfície contaminada, e que então basta higienizar5 – os 4 P´s acima!

Ainda há controvérsias sobre o tempo que o vírus fica em algumas superfícies. Estudos apontam que até 9 dias em em metal, plástico e vidro; 24 horas em papelão, e 3 dias em metal ou plástico. Mas, ATENÇÃO, eles são inativados em cerca de um minuto pelo contato com álcool etílico 62-71%, água oxigenada 0,5% ou hipoclorito de sódio 0,1%.5

A questão, como todas autoridades de saúde colocam, se centra, portanto, na higienização, das mãos, das superfícies, dos utensílios, da cozinha como um todo, até para evitar aquilo que chamamos de “contaminação cruzada”: um alimento/utensílio limpo, ser contaminado por outro “sujo”.

E mais um ponto! Em tempos de delivery, cuidado extra! Opte por empresas de confiança, faça encomendas diretamente, por telefone ou aplicativos (sem intermediários desconhecidos); opte por embalagens de papelão (o vírus resiste por menos tempo do que em plástico ou alumínio); faça a desinfecção das embalagens antes de abrir – com água e sabão ou álcool em gel ou álcool 70%. Não consuma nada com a embalagem violada. Evite o contato pessoal com o entregador; faça pagamento preferencialmente de forma remota, pelo aplicativo (para não manusear dinheiro e ter cautela com uso de máquinas de cartão de crédito, que podem estar contaminadas, higienizar as mãos se usá-las). 5

Fontes:

  1. https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/faq.html
  2. https://www.foodpolitics.com/2020/04/one-more-time-is-it-safe-to-eat-fresh-foods-from-supermarkets/
  3. https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2764560?guestAccessKey=47542fdc-ed20-46fb-b2e0-e48c4abf5f3e&utm_source=silverchair&utm_medium=email&utm_campaign=article_alert-jama&utm_content=olf&utm_term=040920
  4. https://www.foodpolitics.com/2020/03/is-it-safe-to-eat-fresh-produce-yes-with-caveats/
  5. http://agencia.fapesp.br/medidas-simples-ajudam-a-manter-o-coronavirus-longe-dos-alimentos/32893/?fbclid=IwAR0PKMugp75eOvNheY3lXqopInhcrisgRL9k3Os846PYrkfTQERe5I0dAJc#.XpQoXQ71yvg.facebook

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