Alguns trabalhos se debruçam sobre a defesa do prazer em comer, como o recentemente publicado por Latimer et al.¹ [e outros, referências no final²] que encontraram que pessoas mais ligadas à comida e interessadas por novidades alimentares tinham menor IMC, cozinhavam mais, eram fisicamente mais ativos e mais preocupados com qualidade da alimentação!
Este foco, no entanto, é infelizmente pouco explorado por nutricionistas. Muitas vezes falamos apenas dos nutrientes e do efeito deles sobre a saúde – isto é nutricionismo³!
A Nutrição Comportamental defende o prazer em comer como parte de uma vida realmente saudável, e defende uma orientação e comunicação nutricional que foquem este aspecto.
Referências:
1) Latimer LA, Pope L, Wansink B. Food neophiles: Profiling the adventurous eater. Obesity 2015; 23:1577-1581.
2) Kuijer RG, Boyce JA. Chocolate cake. Guilt or celebration? Associations with healthy eating attitudes, perceived behavioural control, intentions and weight-loss. Appetite 2014;74:48-54.
Rozin P, Fischler C, Imada S, Sarubin A, Wrzesniewski A. Attitudes to food and the role of food in life in the USA, Japan, Flemish Belgium and France: possible implications for the diet-health debate. Appetite 1999;33:163-80.
Jallinoja P, Pajara P, Absetz P. Negotiated pleasures in health-seeking lifestyles of participants of a health promoting intervention. Health 2010;14:115-30.
3) Scrinis G. Nutritionism: The Science and Politics of Dietary Advice. Columbia University Press. 2013.

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